Renegociação de dívidas: quando funciona melhor que um novo empréstimo

Homem adulto sentado à mesa em casa, olhando preocupado para contas e usando uma calculadora e celular, representando situação de organização financeira e renegociação de dívidas.

A renegociação de dívidas é uma alternativa prática para quem quer sair do vermelho sem criar um novo compromisso financeiro. Dívida parada não some. Ela cresce. Juros sobre juros, multa, nome no SPC.

Muita gente tenta resolver isso pegando um novo empréstimo pra cobrir o que deve. Às vezes faz sentido. Na maioria das vezes, só troca uma dívida por outra. Por isso, a renegociação de dívidas costuma ser o caminho mais direto e seguro.

A renegociação de dívidas é o caminho mais direto: você vai ao credor, apresenta o que consegue pagar e fecha um acordo.

Não precisa de crédito aprovado, não gera nova dívida e, na maioria dos casos, ainda vem com desconto nos juros ou na multa.

Acompanhe esse artigo pra você entender melhor como funciona a renegociação de dívidas, quando ela vale mais do que um empréstimo e o que conferir antes de aceitar qualquer proposta.

O que é renegociação de dívida?

A o que é renegociação de dívida pode ser explicado de forma simples: é um acordo com o credor para mudar as condições de pagamento de um débito em atraso.

Pode ser desconto no valor total, redução da multa, parcelamento do saldo ou prazo maior pra pagar.

O credor prefere receber menos do que não receber nada. Por isso, quase sempre aceita sentar pra conversar.

A negociação pode ser feita direto com o banco, pelo app, por plataformas de negociação de dívidas ou presencialmente nos Correios.

Depois do acordo de dívida, você recebe um boleto ou contrato com as condições combinadas.

Após o pagamento, o credor notifica os órgãos de proteção ao crédito. Em até 5 dias úteis, o CPF sai da lista de inadimplentes.

Como funciona a renegociação de dívida

A renegociação de dívida começa com um diagnóstico de quanto você deve, pra quem e há quanto tempo.

Liste todas as pendências: nome do credor, valor original, juros acumulados e data de vencimento.

  • Nome do credor
  • Valor original da dívida
  • Juros acumulados
  • Data de vencimento

Com esse levantamento, veja quanto cabe no seu orçamento mensal pra pagar sem comprometer aluguel, comida e contas básicas.

Esse número é o limite que você leva pra conversa. Não aceite parcela que não consegue honrar todo mês.

Na hora de entrar em contato, peça o valor atualizado da dívida e questione se há desconto pra pagamento à vista ou redução dos encargos no parcelamento.

Dívidas pagas à vista costumam ter os maiores descontos. Para dívidas recentes, é comum conseguir entre 30% e 70% de redução.

Dívidas muito antigas, próximas da prescrição ou de campanhas específicas, podem chegar a 90% de desconto.

Se não tiver reserva pra pagar à vista, negocie o parcelamento mais curto que couber no seu bolso.

Prazo longo reduz a parcela, mas aumenta o total pago em juros.

Quando renegociar faz mais sentido do que pegar empréstimo?

Renegociar faz mais sentido do que pegar empréstimo quando o credor aceita reduzir os encargos e o valor total da dívida.

Pegar empréstimo pra quitar dívidas só é vantajoso se a taxa do empréstimo for menor do que os juros que estão correndo no débito atual. Para entender melhor esse processo.

O rotativo do cartão e o cheque especial estão entre as taxas mais altas do mercado.

Nesse caso, um empréstimo consignado ou com garantia pode ter taxa menor. Mas antes de contratar qualquer crédito, tente a renegociação direta.

Muitos credores oferecem condições melhores do que o mercado pra fechar o acordo, porque querem receber logo.

Se o credor não der desconto suficiente e você tiver acesso a crédito com taxa menor, aí faz sentido usar o empréstimo pra quitar e trocar a dívida cara por uma mais barata.

Quais dívidas priorizar?

Para saber quais dívidas quitar primeiro, a ordem importa.

Priorize as que têm os maiores juros. Cheque especial e rotativo do cartão são as que crescem mais rápido.

Depois, vá pras dívidas que têm restrição no CPF. São as que mais travam o acesso a crédito, aluguel e serviços.

Se tiver várias dívidas no mesmo patamar de juros, há duas estratégias: começar pela maior pra reduzir o total devedor mais rápido, ou começar pela menor pra ganhar fôlego e motivação.

O Nubank chama isso de método avalanche (maior juros primeiro) e método bola de neve (menor valor primeiro).

Escolha o que faz mais sentido pra sua situação. O importante é começar.

Como avaliar desconto, juros e prazo?

Para avaliar desconto, juros e prazo, todo acordo de dívida precisa ser lido com atenção antes de assinar.

O desconto anunciado nem sempre é o que parece. Compare o valor com desconto com o valor original e veja se a redução é real ou só retirou a multa e deixou os juros.

No parcelamento, olhe o valor total que vai pagar, não só a parcela. Parcelar em muitas vezes pode fazer a dívida crescer de novo.

Pergunte se há juros no parcelamento pós-acordo. Alguns credores oferecem parcelamento sem juros, outros cobram correção a partir do segundo mês.

Confira também se o acordo é definitivo: após o pagamento, o contrato original encerra e o débito some dos cadastros de inadimplência.

Guarde o comprovante de pagamento e o documento do acordo. Se o nome não sair da negativação em até 5 dias úteis, entre em contato com o credor.

Quais cuidados tomar antes de aceitar proposta?

Os cuidados antes de aceitar qualquer proposta começam pela confirmação de que você está falando com o credor real ou com uma plataforma oficial.

Golpistas se passam por bancos e empresas de cobrança pra aplicar fraudes em quem está endividado.

Nunca pague boleto sem conferir o CNPJ do beneficiário. Use sempre os canais oficiais do credor: site, app ou central de atendimento.

Não aceite proposta que não vier por escrito. O acordo precisa detalhar valor, prazo, juros e condições de encerramento do contrato.

Se a parcela combinada não couber no orçamento, negocie novamente ou peça prazo maior.

Aceitar parcela que você não vai conseguir pagar desfaz o acordo e deixa a dívida maior do que estava.

Por isso, seja honesto ao negociar com banco. Diga o que consegue pagar de verdade, não o que acha que o credor quer ouvir.

Como o Agibank pode te ajudar?

O Agibank pode te ajudar a organizar as finanças antes, durante e depois da renegociação de dívidas.

Com a conta, você acompanha entradas e saídas em tempo real, controla gastos e identifica onde cortar pra liberar dinheiro pro pagamento das parcelas.

Se precisar de crédito com taxa mais baixa pra quitar uma dívida cara, simule as condições disponíveis pro seu perfil pelo app, em minutos.

Prefere atendimento presencial? Tem mais de 1.000 lojas pelo Brasil.

Muda pro Agibank e retome o controle das suas finanças com mais organização em cada etapa da renegociação de dívidas.

Rolar para cima