Custo Efetivo Total (CET): o que é e como funciona?

Aposentado usando o celular para calcular o custo efetivo total do empréstimo.

Você encontrou um empréstimo com juros baixos, mas quando foi simular, viu que a parcela ficou alta? Isso acontece porque você não avaliou o Custo Efetivo Total (CET) da operação.

O Custo Efetivo Total revela o custo verdadeiro de um crédito, juntando os juros com todos os encargos e impostos obrigatórios que o banco cobra para liberar o dinheiro.

A seguir, veja o que é, como calcular e onde encontrar o CET antes de fechar negócio.

O que é Custo Efetivo Total (CET)?

O Custo Efetivo Total (CET) é a taxa que mostra o custo real e definitivo de um empréstimo ou financiamento, juntando a taxa de juros, os impostos, as tarifas e os seguros, sempre apresentado em formato de porcentagem anual (%).

O objetivo do CET é dar transparência ao consumidor. Com esse indicador, você sabe exatamente quanto o crédito vai custar do início ao fim, sem custos escondidos.

Importante: A regra do Banco Central é clara: pela Resolução CMN 3.517/2007, nenhuma instituição financeira pode esconder o CET.

O que compõe o Custo Efetivo Total?

O Custo Efetivo Total é composto por quatro cobranças principais: a taxa de juros da operação, os impostos federais, as tarifas do banco e os seguros do contrato.

Entenda o papel de cada um:

  1. Taxa de juros

    É a porcentagem que o banco cobra pelo dinheiro emprestado. Representa o lucro direto da instituição financeira na operação.

  2. Impostos (IOF)

    O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é obrigatório por lei federal e incide sobre qualquer tipo de crédito liberado no Brasil.

  3. Tarifas administrativas

    São os valores cobrados pelo banco para realizar serviços operacionais, como a Tarifa de Abertura de Cadastro (TAC) ou taxas de avaliação.

  4. Seguros

    Alguns empréstimos incluem o “Seguro Prestamista”, um serviço que garante a quitação total da dívida em caso de morte, invalidez ou desemprego do titular.

Qual a diferença entre CET e taxa de juros?

A diferença é que a taxa de juros representa apenas uma parte da dívida (o lucro do banco), enquanto o Custo Efetivo Total (CET) representa 100% dos custos da operação.

Muitas instituições anunciam juros baixos para atrair o cliente, mas cobram tarifas de cadastro caríssimas, o que aumenta o valor da parcela. Portanto, o jeito certo de saber qual empréstimo é mais barato é comparando o CET.

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Como comparar empréstimos usando o CET?

Para descobrir qual banco tem a oferta mais barata usando o CET, você deve solicitar simulações com o mesmo valor e o mesmo prazo de pagamento nas duas instituições. A oferta que apresentar a menor porcentagem de CET ao ano será a opção mais vantajosa para o seu bolso.

Veja na tabela abaixo um exemplo prático de um empréstimo de R$ 10.000,00 parcelado em 48 meses:

Composição do CréditoBanco ABanco B
Taxa de Juros1,50% ao mês1,80% ao mês
Tarifa de CadastroR$ 450,00Isento
Seguro ObrigatórioR$ 380,00Isento
Custo Efetivo Total (CET)28,4% ao ano24,1% ao ano

Apesar do Banco A oferecer uma taxa de juros menor (1,50%), ele cobra tarifas extras que deixam o empréstimo mais caro. Olhando para a linha do Custo Efetivo Total, fica claro que o Banco B oferece a melhor condição matemática.

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Onde encontrar o Custo Efetivo Total no contrato?

O Custo Efetivo Total (CET) fica obrigatoriamente destacado na tela de simulação do aplicativo e na primeira página do seu contrato de crédito.

A lei exige que a instituição financeira apresente esse percentual ao cliente antes da assinatura do documento.

Se o banco ou aplicativo de empréstimo não mostrar o CET com clareza, desconfie. A falta dessa informação é uma infração às regras do sistema financeiro.

Como o Agibank ajuda você a conseguir crédito transparente?

No Agibank, as suas finanças pessoais são levadas a sério. Ao realizar qualquer simulação, o Custo Efetivo Total é apresentado de forma visível, permitindo que você avalie o impacto no seu orçamento familiar antes de aceitar.

Temos linhas de crédito para quem é CLT, com o Crédito do Trabalhador, para quem é aposentado, pensionista ou beneficiário do INSS, com o Empréstimo Consignado e o Crédito Pessoal, e para funcionários públicos, com o Consignado Público.

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Perguntas frequentes

O Custo Efetivo Total é obrigatório no contrato?

Sim. É obrigatório por lei (Resolução CMN 3.517/2007) que todas as instituições financeiras informem o Custo Efetivo Total (CET) de forma clara antes da assinatura de qualquer contrato de empréstimo ou financiamento.

O CET inclui multas por atraso?

Não. O Custo Efetivo Total inclui apenas as taxas e os encargos certos e previstos na contratação (juros, tarifas e impostos). Multas por atraso e juros de inadimplência não entram na conta, pois só ocorrem se você quebrar a regra do contrato.

O Custo Efetivo Total muda de valor?

Se o seu empréstimo ou financiamento for prefixado (com parcelas fixas), o CET não muda até o fim do contrato. Ele só sofrerá alterações se a sua dívida for pós-fixada (atrelada a taxas que variam na economia, como a Selic ou o IPCA).

Quem paga o Custo Efetivo Total?

O CET é pago pela pessoa que está contratando o empréstimo (o tomador do crédito). Mas atenção: o CET não é uma tarifa cobrada separadamente. Ele é apenas a representação em porcentagem de todos os custos que já estão diluídos nas suas parcelas mensais.

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