Desenrola 2.0: o que muda no consignado INSS e como isso pode te afetar

Mulher brasileira negra de meia-idade sorrindo enquanto verifica informações sobre o Desenrola 2.0 no celular, sentada à mesa da cozinha de sua casa, demonstrando alívio e esperança ao consultar programa de renegociação de dívidas, ambiente acolhedor com luz natural suave, estilo fotográfico realista brasileiro.

O governo anunciou mudanças no empréstimo consignado do INSS e de servidores públicos. As novas regras fazem parte do Desenrola 2.0, programa criado pra reduzir o endividamento das famílias brasileiras.

Se você é aposentado, pensionista ou servidor, essas mudanças vão impactar quanto você pode comprometer do seu salário com parcelas de empréstimo.

Entender o Desenrola 2.0 agora evita surpresas quando a nova regra começar a valer. E ajuda você a decidir melhor se vale a pena contratar consignado ou não.

Acompanhe esse artigo pra você entender melhor o que muda no consignado, quando as regras entram em vigor e como calcular sua nova margem.

O que é o Desenrola 2.0?

O Desenrola 2.0 é a segunda fase do programa Desenrola Brasil, criado pelo governo federal pra ajudar quem está endividado a regularizar as pendências.

Na primeira versão, o foco era renegociar dívidas antigas com descontos e condições especiais. Agora, o Desenrola 2.0 traz mudanças estruturais pra evitar que as pessoas entrem no vermelho de novo.

Uma das principais medidas do programa é mexer nas regras do empréstimo consignado. O objetivo é reduzir o quanto a pessoa pode comprometer da renda com parcelas e acabar com modalidades que cobram juros mais altos.

Segundo o Ministério da Fazenda, essas mudanças devem proteger o orçamento das famílias e impedir que aposentados e servidores fiquem presos em ciclos de endividamento.

O que muda no consignado do INSS?

A margem consignável do INSS cai de 45% pra 40% do valor do benefício. Ou seja, você vai poder comprometer menos da sua aposentadoria ou pensão com parcelas de empréstimo.

Por outro lado, o prazo máximo pra pagar aumenta de 96 pra 108 meses. Com isso, as parcelas ficam menores e cabem melhor no bolso.

Outra mudança importante: agora pode ter carência de até 90 dias pra começar a pagar as parcelas do consignado. Antes, isso era proibido.

Veja o que muda no consignado do INSS:

  • Margem cai de 45% pra 40% do benefício
  • Prazo de pagamento sobe de 96 pra 108 meses
  • Carência de até 90 dias pra começar a pagar
  • Fim da reserva obrigatória de 10% exclusiva pra cartões consignado e de benefícios

A margem de 40% não é o fim. O governo planeja reduzir esse percentual aos poucos, tirando dois pontos por ano até chegar em 30%.

Atenção: O prazo maior foi anunciado como possibilidade para novas operações, a depender do seu perfil de crédito. Porém, contratos que já existem não são alterados automaticamente. Ou seja, um contrato que hoje está em 96 meses não passa automaticamente para 108 meses. Sobre prazo, parcela ou carência do contrato, não haverá mudança automática nos contratos atuais. Qualquer alteração de prazo ou condição só acontece caso seja feita uma nova operação ou renegociação. Tudo estará sujeito a análise.

O que acontece com o cartão consignado e o cartão de benefícios?

O governo federal anunciou que vai encerrar gradualmente os cartões consignado e de benefícios. O encerramento não será imediato.

Até o fim de 2026, aposentados e pensionistas ainda poderão utilizar os cartões, comprometendo até 10% da renda com essas modalidades: 5% pro cartão de crédito consignado e 5% pro cartão de benefícios.

A partir de 2027, o processo de encerramento começa de forma progressiva. A margem destinada aos cartões será reduzida em 2% ao ano, seguindo este cronograma:

  • 2027: margem de 5% pra cada cartão (total de 10%)
  • 2028: margem de 3% pra cada cartão (total de 6%)
  • 2029: margem de 1% pra cada cartão (total de 2%)
  • 2030: cartões deixam de existir (margem de 0%)

Isso significa que você terá tempo pra se planejar e migrar pro empréstimo consignado tradicional, que tem juros mais baixos.

Antes das mudanças do Desenrola 2.0, havia uma reserva obrigatória de 10% da margem exclusiva pros cartões. Agora, essa reserva deixa de ser obrigatória e passa a ser opcional dentro dos 40% totais.

Na prática, você ganha mais flexibilidade. Pode escolher usar os 40% inteiros só em empréstimo consignado tradicional, que tem juros mais baixos, ou dividir com os cartões enquanto eles ainda existirem.

O que muda no consignado pra servidores públicos?

As mudanças no consignado pra servidores públicos seguem a mesma lógica do INSS. A margem também cai de 45% pra 40% e vai ser reduzida aos poucos até chegar em 30%.

O prazo máximo de pagamento aumenta ainda mais: de 96 pra 120 meses. Isso dilui o valor das parcelas e alivia o peso no orçamento do servidor.

Também vai ter carência de até 120 dias pra começar a pagar as parcelas, permitindo que o servidor organize melhor as finanças antes do primeiro desconto em folha.

Veja o que muda no consignado do servidor:

  • Margem cai de 45% pra 40% do salário
  • Prazo de pagamento sobe de 96 pra 120 meses
  • Carência de até 120 dias pra começar a pagar
  • Encerramento gradual dos cartões consignado e de benefícios

Assim como no INSS, os cartões consignado e de benefício serão encerrados gradualmente a partir de 2027, reduzindo 2% ao ano até chegarem a zero em 2030.

Até lá, você pode usar toda a margem de 40% só pra empréstimo consignado tradicional, que tem juros menores, ou dividir com os cartões enquanto eles ainda estiverem disponíveis.

Atenção: O prazo maior foi anunciado como possibilidade para novas operações, a depender do seu perfil de crédito. Porém, contratos que já existem não são alterados automaticamente. Ou seja, um contrato que hoje está em 96 meses não passa automaticamente para 120 meses. Sobre prazo, parcela ou carência do contrato, não haverá mudança automática nos contratos atuais. Qualquer alteração de prazo ou condição só acontece caso seja feita uma nova operação ou renegociação. Tudo estará sujeito a análise.

Como calcular a nova margem consignável?

Antes das mudanças do Desenrola 2.0, a margem era de 45%: 35% pra empréstimos em geral e 10% exclusivos pra cartão consignado e de benefícios.

Agora, a margem total é de 40%, sem divisão exclusiva pra cartão. Todo o percentual pode ser usado só pra empréstimo consignado tradicional.

Pra calcular quanto você pode comprometer do seu benefício ou salário, multiplique o valor líquido por 0,40 (ou 40%).

Exemplo: se você recebe R$ 2.500 de aposentadoria, a margem consignável é de R$ 1.000 por mês (2.500 x 0,40 = 1.000).

Esse valor é o limite total que pode ser descontado por mês pra pagar parcelas de empréstimo consignado. Se você já tem outras parcelas ativas, precisa subtrair esses valores pra saber quanto de margem ainda tá disponível.

Quando as mudanças começam a valer?

De acordo com Ministério da Fazenda, as mudanças do Desenrola 2.0 começam a valer em 2 semanas, tempo necessário para adaptação dos sistemas aos novos parâmetros, realização de testes com a nova sistemática das margens dos cartões e reforço dos dispositivos de segurança para as novas contratações.

Os contratos já ativos antes das mudanças continuam valendo nas condições anteriores até o fim do prazo. Ou seja, quem já tem consignado com margem de 45% não vai ser afetado na hora.

Já a redução gradual da margem de 40% pra 30% vai acontecer em etapas: dois pontos a cada ano.

Vale a pena contratar consignado com as novas regras?

Mesmo com a redução da margem, o empréstimo consignado do INSS continua sendo uma das modalidades de crédito com os juros mais baixos do mercado.

As novas regras do Desenrola 2.0 tornam o consignado ainda mais vantajoso pra quem precisa de crédito, porque eliminam o cartão consignado, que cobrava juros mais altos, e aumentam o prazo de pagamento, reduzindo o valor das parcelas.

Portanto, se você precisa de dinheiro e tem margem disponível, o consignado continua sendo uma boa opção. Só é importante calcular antes se a parcela cabe no orçamento sem comprometer o essencial.

Evite usar toda a margem disponível. Reserve sempre uma folga pra imprevistos e pra não ficar com o orçamento apertado mês a mês.

Como o Agibank pode te ajudar?

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